A morte não é tudo isso que dizem nas esquinas da vida. A morte é uma necessidade da vida. A morte é uma passagem e um fim em si mesmo. Tudo ao mesmo tempo.
Nós vivemos para podermos conhecer a morte, a morte que acaricia e transforma as pessoas, mostrando que tudo tem um fim e um recomeço, mesmo que as nossas vontades e os nossos desejos sejam contrários a tudo isso que nos circunda.
Com ela, pessoas começam a enxergar que a vida pode ser mais prazerosa, acabando com todas as formas egoístas que são inseridas em nosso ser, fazendo com que pessoas e coisas se vêm e se vão com toda a facilidade e com o seu próprio desejo que a vida possa proporcionar.
Como tudo, as pessoas, um dia, deixarão de existir, deixarão de ser sentidas fisicamente para poderem se transformar em uma doce lembrança de momentos difíceis de serem esquecidos, momentos estes que conseguem se fixar em nossas mentes por tempo indeterminado.
A morte não é uma dor, a morte é uma festa, mas uma festa para comemorarmos por aqueles com quem pudermos conviver, com aqueles com quem pudermos passar por momentos dos mais diversos sentidos.
A morte não é algo triste, pelo contrário, é feliz por ter deixado sentimentos de alegria, de felicidade, de saudade e de dever cumprido por aquele que se foi.
Maurício L. Zink
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