Há vacas da fazenda e vacas da cidade?
Essa pergunta repentina me veio à mente nesse momento tão estranho. Eu fiquei meio surpreso com a vinda dessa questão tão existencialista, mas, ao mesmo tempo, tão desnecessária. Para mim, vaca é vaca, em que eu nunca soube distinguir a raça delas através da cor, ou do tamanho, muito menos pelo tamanho do chifre e pelo seu mugido, sem saber a real finalidade de distinguí-las, já que todas são tão parecidas.
Para mim, vaca é aquele tipo de animal inocente, dócil, mas que se enfurece ao ver seu bezerro ser levado pelo homem, como todo ser vivo que que acaba de ser mãe, e que sonha em um dia poder voar por esse mundo sem precisar sustentar uma vida monótoma e cíclica imposta. Ela sempre vê as coisas acontecerem, sem entender muito o porque que está lá, parada, comendo, engordando e morrendo pouco a pouco enquanto os pássaros voam pelo horizonte à fora, conhecendo outros pastos, outras cidades, outros animais e outras árvores. Tudo para ela não passa de coisas que são enxergáveis, sonhando com uma vida melhor do que aquela, mas que não passa de meras abstrações que não fazem sentido para aquela realidade que ela vive, sendo poucas as coisas que ela realmente pode sentir e tocar.
Nada muda. Tudo continua monótomo e cíclico. E a vida vai levando.
Maurício L. Zink
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